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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mochilas não devem ultrapassar 15% do peso da criança

Fisioterapeuta do Hospital Vitória destaca os cuidados e riscos ao carregar o material escolar

As mochilas são itens indispensáveis para as crianças em idade escolar. Entretanto, é essencial estar atento para que o uso desse acessório não seja prejudicial à saúde das crianças e adolescentes. Em novembro de 2013, a Comissão de Seguridade Social do Senado Federal aprovou um projeto de lei que limita o peso máximo das mochilas em até 15% do peso de cada aluno. A proposta ainda irá passar pela Câmara dos Deputados.
Segundo a fisioterapeuta do Hospital Vitória, Kátia Jacinto, o tamanho das mochilas não deve ultrapassar os 15% do peso da criança, pois, mesmo dentro do peso adequado provoca adaptações na postura, levando a uma extensão da cabeça e uma flexão do tronco para deslocar o centro de gravidade e manter o equilíbrio. Quando o peso da mochila ultrapassa esta porcentagem podem ocorrer alterações biomecânicas, respiratórias, e um acréscimo no gasto energético. Essas mudanças podem acarretar em má postura, dores, desconforto e também queixas pelo cansaço físico gerado. Quando há a necessidade de levar um peso superior ao recomendável deve-se optar-se por mochila de rodas”, alerta.
Kátia destaca também a importância da escolha correta da mochila. “É preciso estar atento ao tamanho, que deve ser proporcional ao da criança. É importante olhar também se possui duas tiras largas e acolchoadas, não podendo ultrapassar a cintura da criança, bem como a largura não pode ser maior do que o dorso do aluno. Se o peso a ser carregado estiver dentro do recomendado o ideal é ser equilibrado nos dois ombros, para dividir o peso”, explica.
Ao perceberem os primeiros sintomas de dores nas costas, os pais devem procurar a avaliação de um médico ortopedista. “A primeira coisa a fazer é buscar a avaliação com um especialista. Geralmente os transtornos encontrados não são graves e com o tratamento fisioterapêutico, reeducação postural e mudança de hábitos diários costuma ter excelentes resultados”, destaca Kátia.

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